30 Novembro, 2007
Sonny Terry & Brownie McGhee - The 1958 London Sessions
Este é um disco do início da invasão que o blues fez na Europa no final da década de 50. Na primavera de 1958, Terry e McGhee fizeram uma extensa turnê por lá, passando pela Escócia, em abril e Inglaterra, em maio. As músicas desse disco foram gravadas em dois desses concertos feitos em Londres e mostram a dupla em ótima forma e em perfeita sintonia.
Entre as minhas músicas favoritas estão "Southern Blues" onde Sonny Terry tira um som parecido com o de um trem em sua gaita, "Climbing on Top of the Hill" que os dois cantam num dueto interessante, cruzando as vozes e "You'd Better Mind", que é uma das mais animadas do disco e sempre que ouço não consigo ficar parado. Meu pé se move automaticamente no ritmo da música!
Acesse a biografia de Sonny Terry & Brownie McGhee, aqui no Blues Everyday para saber mais sobre essa excelente dupla e baixar outros discos:
Biografia de Sonny Terry & Brownie Mcghee.
Disco gentilmente garfado do blog Blues Town.
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26 Novembro, 2007
Buddy Guy - A Man And The Blues


A Man And The Blues é o primeiro disco de Buddy Guy fora da Chess Records e o primeiro como músico principal de uma banda, que antes do lançamento desse trabalho apenas acompanhava os músicos da gravadora.
Ele é considerado por muitos como o melhor disco de Buddy e conta com músicas que viraram hits, como "Sweet Little Angel", "Worry, Worry", "One Room Country Shack" (um cover de Mercy Dee) e "Mary Had A Little Lamb" (a favorita de Stevie Ray Vaughan). O timbre de sua guitarra Fender 1957 continua sendo, até hoje, referência para quem deseja se aventurar a tocar o blues de Chicago.
O produtor do disco, Samuel Charters, percebeu que Buddy estava emergindo da sombra de Muddy Waters e B.B King e tratou de arranjar um excelente elenco de músicos para a gravação do disco, incluindo o grande guitarrista Wayne Bennett, o pianista Otis Spann e o baterista de Muddy Waters, Fred Below. O resultado: um dos melhores discos de blues de todos os tempos.
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22 Novembro, 2007
Son House - Death Letter Blues
Sou um grande fã do estilo bottleneck (slide) e Son House é um bluesmam que eu admiro muito pelo estilo de tocar, bem crú, bem raíz. Dizem que ele ensinou o estilo bottleneck para Robert Johnson e depois para Muddy Waters.
A música que apresento a seguir, "Death Letter Blues", é uma das mais famosa de House e foi estruturada a partir de outra música dele, chamada "My Black Mama, part 2", de 1930.
A letra fala sobre um homem que fica sabendo da morte da mulher que ama, através de uma carta que ele recebe pela manhã. Ele visita seu corpo, vai ao seu enterro e depois retorna pra casa, em estado de depressão. Essa história foi inspirada em diversas canções de outros músicos, incluindo Lead Belly ( "Death Letter Blues"), Ishman Bracey ( "Trouble Hearted Blues"), Ida Cox ( "Death Letter Blues"), Robert Wilkins ( "Nashville Stonewall") e Blind Willie McTell ( "On The Cooling Board").
Essa canção foi a principal de Son House durante seu redescobrimento por parte do público europeu, a partir da década de 60. Por várias vezes ele alterou a letra e o ritmo para diferentes apresentações e às vezes até tocava ela mais de uma vez no mesmo show. Algumas versões chegaram a durar mais de quinze minutos.
Essa música de House influenciou vários outros artistas em suas composições. A música de Robert Johnson "Walking Blues" teve clara influência de "Death Letter", assim como a canção de Muddy Waters, "Burying Ground" e Skip James, em "Special Rider Blues". E ela ainda foi regravada por vários artistas, incluindo Grateful Dead, John Mellencamp, Chris Thomas King, David Johansen, Derek Trucks The Band e The White Stripes. E os The White Stripes tocaram ela ao vivo no Grammy Awards de 2004. A canção também esteve presente no filme de terror A Chave Mestra (The Skeleton Key), em uma versão tocada por Johnny Farmer.
Essa é a letra original, da canção gravada por Son House, em 1930. No vídeo abaixo é possível conferir um versão da música tocada por House, um pouco reduzida.
I got a letter this mornin, how do you reckon it read?
It said, "Hurry, hurry, yeah, your love is dead"
I got a letter this mornin, I say how do you reckon it read?
You know, it said, "Hurry, hurry, how come the gal you love is dead?"
So, I grabbed up my suitcase, and took off down the road
When I got there she was layin on a coolin' board
I grabbed up my suitcase, and I said and I took off down the road
I said, but when I got there she was already layin on a coolin' board
Well, I walked up right close, looked down in her face
Said, the good ol' gal got to lay here 'til the Judgment Day
I walked up right close, and I said I looked down in her face
I said the good ol' gal, she got to lay here 'til the Judgment Day
Looked like there was 10,000 people standin' round the buryin' ground
I didn't know I loved her 'til they laid her down
Looked like 10,000 were standin' round the buryin' ground
You know I didn't know I loved her 'til they damn laid her down
Lord, have mercy on my wicked soul
I wouldn't mistreat you baby, for my weight in gold
I said, Lord, have mercy on my wicked soul
You know I wouldn't mistreat nobody, baby, not for my weight in gold
Well, I folded up my arms and I slowly walked away
I said, "Farewell honey, I'll see you on Judgment Day"
Ah, yeah, oh, yes, I slowly walked away
I said, "Farewell, farewell, I'll see you on the Judgment Day"
You know I went in my room, I bowed down to pray
The blues came along and drove my spirit away
I went in my room, I said I bowed down to pray
I said the blues came along and drove my spirit away
You know I didn't feel so bad, 'til the good ol' sun went down
I didn't have a soul to throw my arms around
I didn't feel so bad, 'til the good ol' sun went down
You know, I didn't have nobody to throw my arms around
I loved you baby, like I love myself
You don't have me, you won't have nobody else
I loved you baby, better than I did myself
I said now if you don't have me, I didn't want you to have nobody else
You know, it's hard to love someone that don't love you
Ain't no satisfaction, don't care what in the world you do
Yeah, it's hard to love someone that don't love you
You know it don't look like satisfaction, don't care what in the world you do
Got up this mornin', just about the break of day
A-huggin' the pillow where she used to lay
Got up this mornin', just about the break of day
A-huggin' the pillow where my good gal used to lay
Got up this mornin', feelin' round for my shoes (note 1)
You know, I must-a had them old walkin' blues
Got up this mornin', feelin' round for my shoes
Yeah, you know bout that, I must-a had them old walkin' blues
You know, I cried last night and all the night before
Gotta change my way a livin', so I don't have to cry no more
You know, I cried last night and all the night before
Gotta change my way a livin', you see, so I don't have to cry no more
Ah, hush, thought I heard her call my name
If it wasn't so loud and so nice and plain
Well, listen, whatever you do
This is one thing, honey, I tried to get along with you
Yes, no tellin' what you do
I done everything I could, just to try and get along with you
Well, the minutes seemed like hours, hours they seemed like days
It seemed like my good, old gal outta done stopped her low-down ways
Minutes seemed like hours, hours they seemed like days
Seems like my good, old gal outta done stopped her low-down ways
You know, love's a hard ol' fall, make you do things you don't wanna do
Love sometimes leaves you feeling sad and blue
You know, love's a hard ol' fall, make you do things you don't wanna do
Love sometimes make you feel sad and blue
Son House - Death Letter Blues
Quer saber mais sobre a vida do grande Son House ou fazer o download de algum disco dele? Então acesse a biografia dele, publicada aqui no Blues Everyday clicando abaixo:
Biografia de Son House.
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21 Novembro, 2007
The Super Super Blues Band - Long Distance Call


O primeiro post do pós-feriadão é de um disco que reúne vários nomes lendários do blues de Chicago: Muddy Waters, Bo Diddley e Howlin' Wolf. E a excelente banda que toca com eles é formada por Cookie Vee (vocal, tamborim), Hubert Sumlin (guitarra), Otis Spann (piano), Buddy Guy (no baixo!) e Clifton James (bateria). Realmente uma Super Super Blues Band.
O disco, que tem 7 faixas, mostra algumas das músicas mais conhecidas do trio em versões um pouco diferentes das originais. O legal é ouvir eles tocando juntos e imaginar com seria o show. Esse é um disco que, se saísse em dvd, eu compraria com certeza. As gravações foram feitas em 1968.
Tracklist:
1. Long Distance Call
2. Ooh Baby / Wrecking My Love Life
3. Sweet Little Angel
4. Spoonful
5. Diddley Daddy
6. The Red Rooster
7. Goin' Down Slow
*Disco do Mate Couro.
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13 Novembro, 2007
Jimi Hendrix & B.B. King - The Kings Jam
Esse disco é um bootleg (álbum não oficial do artista) que reúne ninguém menos que B.B. King e Jimi Hendrix. O disco conta com a participação da Paul Butterfield Blues Band, Al Kooper e Elvin Bishop, e foi gravado no Generation Club, em Nova York, no dia 9 de abril de 1968. Me recuso a dar maiores detalhes sobre o disco. Simplesmente baixe!
*Disco do Blues & Jazz.
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Avalon Blues - A Tribute To The Music OF Mississippi John Hurt
Se você reunir uma dúzia de grandes artistas para prestar tributo à musica de um artista influente do passado, o resultado será bom? Nem sempre. Mas nesse caso sim. Esse disco cobre algumas das principais canções de John Hurt, tocadas em versões de artistas de blues, rock e pop, incluindo Beck, Taj Mahal, Bruce Cockburn, Lucinda Williams, Steve Earle (em dueto com Justin Earle), Ben Harper, Peter Case & Dave Alvin (tocando juntos), Geoff Muldaur, Gillian Welch e John Hiatt. Esse disco é mais folk-rock-blues que um disco de blues do Delta. E não deixa de ser bom, pois nem todo tributo precisa ser uma recriação fiel da obra do artista em questão.
Os destaques ficam por conta da versão de Ben Harper para a canção "Sliding Delta" que é uma das canções mais "Delta Blues" do disco e da versão de Victoria Williams pra canção "Since I've Laid My Burden Down," que tem um banjo bastante excêntrico.
Tracklist:
1. Frankie & Albert - Chirs Smither
2. Avalon, My Home Town - Bruce Cockburn
3. Angels Laid Him Away - Lucinda Williams
4. Here Am I, Oh Lord, Send Me - Alvin Youngblood Hart
5. Candy Man - Steve & Justin Earle
6. Monday Morning Blues - Peter Case & Dave Alvin
7. Sliding Delta - Ben Harper
8. Chicken - Geoff Muldaur (with Jenni & Claire Muldaur)
9. Make Me A Pallet On Your Floor - Mark Selby
10. Stagolee - Beck
11. Since I've Laid My Burden Down - Victoria Williams
12. Pay Day - Bill Morrissey
13. My Creole Belle - Taj Mahal
14. Beulah Land - Gillian Welch
15. I'm Satisfied - John Hiatt
*Disco confiscado do blog Mate Couro.
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12 Novembro, 2007
Beauty Of The Blues - Roots N' Blues Sampler
Tracklist:
1.Robert Johnson / Traveling Riverside Blues
2.Blind Willie McTell as Blind Sammie / Southern Can Is Mine
3.Amedee Breaux / Vas Y Carrement (Step It Fast)
4.Buddy Woods & the Wampus Cats / Don't Sell It (Don't Give It Away)
5.Willie Smith / Homeless Blues
6.Big Three Trio / Signifying Monkey
7.Lonnie Johnson / No More Troubles Now
8.Big Bill Broonzy / Horny Frog
9.Hunter and Jenkins / Lollypop
10.Lonnie Johnson & Eddie Lang / Hot Fingers
11.Blind Boy Fuller / You've Got Something There
12.Memphis Minnie / I Hate To See The Sun Go Down
13.Arizona Dranes / God's Got A Crown
14.Bessie Smith / Tain't Nobody's Bizness If I Do
15.Big Joe and His Washboard Band / If You Take Me Back
16.Leadbelly / You Don't Know My Mind
17.Jazz Gillum as Bill McKinley / Is That A Monkey You Got?
18.Bessie Smith / St. Louis Blues
*Mais uma jóia garimpada do blog El Diablo Tun Tun.
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09 Novembro, 2007
Mississippi John Hurt
"Mississippi" John Smith Hurt nasceu na cidade de Teoc, no Mississippi (mas é claro!) no dia 2 de julho de 1892 (data incerta).
O interesse de Hurt pela música começou cedo. Com nove anos de idade ganhou um violão usado, que segundo sua mãe, custou $ 1,50. Ele passou boa parte da juventude enfrentando o duro trabalho nas fazendas e tocando em festas para os amigos. Por morar numa cidade afastada, Avalon, ele não foi um músico viajante, como a maioria era na época. Esse isolamento permitiu que ele desenvolvesse um estilo próprio de tocar, livre de influências urbanas.
No começo da década de 20, Hurt se apresentava com o músico Willie Narmour (Carroll County Blues) como substituto de seu parceiro Shell Smith. Quando Narmour conseguiu a chance de gravar pela OKeh Records, ele recomendou Hurt ao produtor da gravadora, Tommy Rockwell. Foi a gravadora que acrescentou o nome "Mississippi", como um truque de vendas.
John Hurt participou de duas sessões de gravação, em Memphis e em Nova Iorque.
Seu disco teve vendas muito abaixo do esperado, então Hurt voltou para a cidade de Avalon e recomeçou seu antigo estilo de vida: tocando nas festas e trabalhando nas fazendas.
Ele ficou esquecido durante 35 anos, até que o musicólogo popular Tom Hoskins o encontrou e o convenceu a ir para Washington reiniciar sua carreira. Pouco tempo depois, ele alcançaria o reconhecimento nacional.
Ele gravou três álbuns para a Vanguard Records e participou de diversos festivais, incluindo o famoso Newport Folk Festival, em 1964, aos 72 anos.
Infelizmente ele teve apenas 3 anos de fama, pois faleceu no dia 2 de novembro de 1966.
Para ver:
Mississippi John Hurt - Walk that lonesome Valley blues
Para ouvir:
Mississippi John Hurt - The Immortal Mississippi John Hurt
Mississippi John Hurt - 1972 - Last Sessions
Discos linkados do blog Mate-Couro.
Mississippi John Hurt - Avalon Blues
Password - bluestown.blogspot.com
Mississippi John Hurt - Coffee Blues
Password = btown
Discos linkados do blog Blues Town.
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07 Novembro, 2007
Charley Patton, por Robert Crumb
Robert Crumb é um dos mais famosos ilustradores dos EUA, que já tem um post aqui no Blues Everyday.
A seguir você pode conferir uma das histórias de seu comic book intitulado "Blues". É a história de Charley Patton, que conta como Patton iniciou sua carreira, suas bebedeiras, a agressividade com as mulheres e até um suposto pacto com o demônio. A maior parte das informações dessa história veio do livro de Robert Palmas, intitulado "Deep Blues".
Leia também: Robert Crumb - Blues.
Click here to read the english version of Robert Crumb's history.











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06 Novembro, 2007
Charley Patton
Charlie Patton, também conhecido por Charley Patton é considerado um dos primeiros bluesman a fazer sucesso no blues e um dos pioneiros do estilo Delta Blues.
Patton nasceu em Hindy County, no Mississippi em abril de 1891. Em 1900 sua família se mudou 100 milhas ao norte da lendária Dockery Plantation, uma plantação de milho e extração de madeira com 10.000 acres, conhecida pelo tamanho e por ser o berço dos maiores nomes do Delta Blues. Nasceram ou moraram nessa fazenda, além de Patton, Robert Johnson, Howlin' Wolf, David "Honeyboy" Edwards, Son House, Willie Brown e outros inúmeros nomes menos conhecidos. Foi nessa época que Patton conheceu Henry Sloan, que veio a ser seu tutor no violão e tinha um estilo diferente de tocar, que pode ser considerado antecessor do blues. Charley Patton acompanhou Sloan até seus 19 anos, época em que começou a compor suas canções, entre elas a famosa "Pony Blues", que se tornou um ícone da época. Ele usava com freqüência o slide, estilo que o destacou no Delta Blues e suas letras não tratavam apenas de relacionamentos amorosos mal-sucedidos. Ele também falava sobre prisão (High Sheriff Blues), a natureza (High Water Blues) e a moralidade (Oh Death).
Patton se tornou extremamente popular no sul dos EUA, e diferentemente da maioria dos músicos de blues itinerantes, ele freqüentemente era convidado para tocar em fazendas e tavernas. E muito antes de Jimi Hendrix impressionar as platéias com suas performances, Charley Patton já fazia seu show e agitava a platéia tocando o violão entre suas pernas, por trás da cabeça e nas costas. Apesar de ser um homem com pouca estatura, sua voz, curtida em muito whisky e cigarro, podia ser ouvida de longe, sem amplificação. Esse estilo de cantar também pode ser observado na voz de um de seus célebres alunos: Howlin' Wolf.
Suas primeiras gravações foram feitas em junho de 1929 para o selo Paramount. Devido ao grande sucesso, quatro meses depois ele foi novamente convidado a gravar pelo selo.
Ele também definiu o estilo de vida do blueman do delta: bebia e fumava excessivamente, dizia que teve um total de oito esposas, foi preso pelo menos uma vez e viajava com freqüência, nunca ficando por muito tempo no mesmo lugar.
Charley Patton morreu em abril de 1934 de problemas cardíacos, embora alguns rumores apontavam como assassinato. Ele fez um retrato de sua vida na canção "Elder Green Blues": "I like to fuss and fight/Lord, and get sloppy drunk off a bottle and ball/And walk the streets all night."
Rosetta Patton Brown, a única filha viva de Charlie Patton, em frente ao quintal de sua casa em Duncan, Mississipi, exibindo uma cópia da única foto conhecida de seu pai.
Leia também: A colherada de Charley Patton: Spoonful Blues, no blog Blues Masters.
Para ouvir:
Charley Patton - Founder of the Delta Blues
Charley Patton - It Won't Be Long
Link 1
Link 2
Password - bluestown.blogspot.com
Discos retirados do Merlin in Rags e do Blues Town.
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01 Novembro, 2007
Jimmy Dawkins - O "Fast Fingers"
James Henry "Jimmy" Dawkins nasceu no dia 24 de outubro de 1936 em Tchula, no Mississippi. Quando ainda era garoto sua família se mudou para Pascagoula, onde seu pai trabalhava em navios de guerra. Sua mãe deu a ele o primeiro violão em 1952. Na época ele já ouvia Guitar Slim e Earl King.
Em julho de 1955 ele se mudou para Chicago, onde arranjou emprego numa fábrica de caixas. Dois anos depois de se mudar, Jimmy comprou sua primeira guitarra e um amplificador. Começou então tocando numa esquina, acompanhado do gaitista Lester Hinton.
Jimmy conheceu Willie Dixon em 1957, que o chamou para várias sessões de gravação com Walter Horton, Johnny Young e Wild Child Butler. Nessa época ele abandonou o trabalho na fábrica.
Ele tocou em discos como de vários artistas Koko Taylor, Eddie King, Jimmy Rogers, entre outros. Mas só em 1969 conseguiu lançar seu primeiro álbum "Fast Fingers", considerado um dos seus melhores trabalhos e que lhe rendeu o apelido. Disse Dawkins: "Eu estava com dificuldades para aprender a música 'Funky Broadway', e pedi pro Magic Sam me ajudar. Ele disse pra eu levar umas latinhas de cerveja que me ajudaria. Quando cheguei na casa dele com as cervejas, o Sam se lembrou que o Bob Koester (da gravadora Delmark) estava me procurando, então entramos no carro e fomos até lá. E foi assim que assinei o contrato do meu primeiro disco - porque não conseguia aprender uma música."
Em 1971 a Delmark lançou seu segundo disco, "All For Business", que contava com o vocalista Andrew "Big Voice" Odom e o guitarrista Otis Rush.
Jimmy saiu então em turnê pela Europa ao lado de Gatemouth Brown, Otis Rush e Sunnyland Slim, freqüentemente gravando novos álbuns.
Em 1995 ele recebeu três nomeações ao Prêmio W.C. Handy, nas categorias de Melhor Instrumentista de Blues - Guitarra, Álbum de Blues Comtemporâneo do Ano (Blues And Pain de 1994), e Música de Blues do Ano ("Fool in Heah").
Ele lançou ao todo 19 álbuns, sendo o último deles "Tell Me Baby", de 2004.
Para ouvir:
Jimmy Dawkins: Tribute to Orange
Password: bluestown
Jimmy Dawkins - Kant Sheck Dees Bluze
Jimmy Dawkins - American Roots: Blues
*Discos retirados dos blogs Blues Town e Fireball
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Exposição Claudio Saes - Watercolor Blues

No dia 13 de Novembro às 20:30, acontece a abertura da exposição Watercolor Blues, de Claudio Saes, no Syndicat Jazz Club, um bar muito legal na região do Jardins, em São Paulo.
O projeto Watercolor Blues é uma homenagem, através de diversas aquarelas, aos grandes mestres do Jazz & Blues como B.B.King, Muddy Waters, John Mayall e Miles Davis. A mostra ficará em exibição no Syndikat até dia 21 de dezembro de 2007. Compareçam.
Você pode conhecer o belo trabalho de Claudio Saes acessando seu site: http://www.artsbysaes.com/
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