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26 novembro, 2011

Missionários do Blues

Essa é uma banda aqui da minha cidade, Ribeirão Preto, SP, que já ouço a bastante tempo. Estou fazendo esse post com um pouco de atraso, porque hoje, dia 26 de novembro eles lançarão seu primeiro cd autoral com um show nos Estúdios Kaiser de Cinema.

É uma banda muito competente ao tocar blues, com bons solos de gaita e ótimos vocais de apoio. Deixo abaixo a biografia e os links oficiais da banda.

A banda Missionários do Blues foi criada em setembro de 1997, com o objetivo de participar do projeto “Músicos em Grupo” da USP. A idéia agradou e o grupo continuou na estrada após o evento, graças a iniciativa de HA banda Missionários do Blues foi criada em setembro de 1997, com o objetivo de participar do projeto “Músicos em Grupo” da USP. A idéia agradou e o grupo continuou na estrada após o evento, graças a iniciativa de Henry Blues Boy (gaitista) e Danilo Veríssimo (ex-guitarrista).

Inspirados pelos grandes bluesmen do Delta do Mississipi, de Chicago e New Orleans, os Missionários do Blues vêm disseminando a palavra sagrada do blues há mais de dez anos pela noite afora, tocando em palcos de Ribeirão Preto e outras cidades do interior paulista.

Os Missionários pregam a alegria e o alto astral em suas apresentações, interpretando um repertório recheado com o melhor do blues, soul e rhythm’n’blues, além de clássicos do rock e composições próprias.

Uma característica marcante da banda é o costume de contar com a participação de convidados especiais em suas apresentações. Grandes talentos da música sempre passaram pelo palco dos Missionários do Blues, contribuindo ainda mais para a qualidade do som.

http://www.myspace.com/missionariosrp
http://missionariosdoblues.blogspot.com/

12 setembro, 2011

Magic Slim em SP

Em meados da década de 40, no pequeno vilarejo de Torrence, no Mississippi, entre muitas plantações e poucas ruas, Morris Holt, um garoto negro nascido em agosto de 1937, dividia seu tempo entre o árduo trabalho na lavoura e a música - no coral da igreja e à frente do piano. E então, quando manuseava um descaroçador de algodão, Holt teve o quinto dedo da mão direita prensado e decepado por uma das moendas de sua ferramenta. Estava traçado o destino.

"Depois do acidente, como não poderia mais continuar no piano, comecei a tocar guitarra", conta o bluesman. Aos 74 anos, Magic Slim é uma das últimas lendas vivas do Chicago Blues, definição para a música crua, elétrica e sem rebuscamentos desenvolvida por mestres como Muddy Waters e Howlin’ Wolf. Na quinta-feira, 15, o guitarrista estará no Brasil mais uma vez, para apresentação única no Bourbon Street, em São Paulo. A rápida passagem pela América Latina inclui também um show no sábado que vem, durante o 14.º Festival Internacional de Jazz de Assunção, no Paraguai.

Se hoje ele tem o luxo de se revezar entre uma Fender Jazzmaster e uma Gibson Les Paul, é porque muita pedra já rolou. Quando perdeu o mindinho e se conformou de que precisaria desenvolver suas habilidades em outro instrumento, com dez anos sequer completados, Morris Holt tratou logo de agilizar o processo: com cerdas de uma vassoura da casa, improvisou o que entendia ser uma guitarra "boa, muito boa", ele garante.

Grenada, para onde foi pouco depois, não era muito maior que sua terra natal. Não fez diferença, no entanto, quantas lojas havia ou quantas pessoas lá viviam. Já a camaradagem que construiu com um músico que encontrou na nova cidade, sim. Samuel Gene Maghett, ou Magic Sam para os íntimos, deu ao pupilo o privilégio de carregar consigo o título de mágico e um ensinamento precioso. "Sam me mostrou muito, mas, principalmente, me disse para que criasse um jeito próprio de tocar. E foi o que fiz", afirma Slim, que cadencia cuidadosamente cada nota de sua guitarra entre um verso e outro, embalados pela voz característica dos blueseiros negros do Mississippi.

Foi na companhia do parceiro que Magic Slim aportou em Chicago, em 1955. Depois de assumir a função de baixista na banda de Magic Sam por um curto período, inseguro com a qualidade de sua música, o jovem Morris Holt voltou para casa, deu a dois de seus irmãos baixo e bateria e formou o trio que seria batizado como Teardrops. Mais habilidosos, os três rumaram novamente à cidade do blues e aos poucos foram ocupando os espaços - bares, cabarés e casas de show - que lhes eram devidos. A banda, hoje em dia com uma guitarra a mais, passou por diferentes formações e já não conta com os integrantes da família Holt.

Atualmente, Magic Slim mora em Lincoln, Nebraska. Mas vive pelo mundo. Junto com Buddy Guy e BB King, o guitarrista de 74 anos é um dos representantes da velha guarda que não abandonou a estrada - e não pretende fazê-lo (leia abaixo). Em 1989, veio ao Brasil pela primeira vez, para o 1.º Festival Internacional de Blues, realizado em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. De lá pra cá, ele já voltou ao País em várias outras ocasiões, incluindo o lançamento do DVD da banda Blue Jeans, em 2007.

"Magic não tem grandes exigências, só quer sentir a música, feel the blues", conta Marcos Ottaviano, ex-guitarrista da Blue Jeans, uma das grandes expoentes nacionais do gênero nos anos 90 e 2000. "Ele manteve suas origens, com um som bem tradicional, guardando as raízes", completa o músico brasileiro.

Com mais de trinta discos gravados, Magic Slim tem boa parte da sua produção dividida entre os selos Wolf Records e Blind Pig Records, este último com quem o músico grava desde 1990. Seu último trabalho, Raising the Bar, foi lançado no ano passado e segue à risca o que o mágico propõe: composições novas e antigas, interpretadas com o mesmo vigor daquele blues visceral da Chicago dos anos 50.

Os shows que ocorrem na semana que vem em São Paulo e em Assunção serão bem acompanhados pela Teardrops. Sem rodeios, Magic Slim manda um recado: "Estou chegando. Estejam preparados".

MAGIC SLIM - Bourbon Street Music Club.
Rua dos Chanés, 127, Moema.
Quinta-feira, às 22h30. Informações: 5095-6100.
Preço: R$ 85.

Fonte: Gabriel Vituri - Especial para o Estado

Uma pena o show ser no meio da semana. Isso dificulta as coisas pra quem mora longe, como eu.

06 fevereiro, 2011

RIP - Gary Moore

Morreu nesse domingo, 6 de fevereiro, aos 58 anos, o guitarrista irlandês Gary Moore. Ele ficou conhecido inicialmente por sua participação na banda Thin Lizzy e na banda Skid Row (que não é a banda americana de Sebastian Bach).
Ele, que teve Eric Clapton, Peter Green e Jimi Hendrix como ídolos, foi um guitarrista virtuoso que tem entre suas influencias o hard rock, o jazz e o blues.
Durante toda sua carreira ele gravou nada menos que 20 álbuns de estúdio, além de 6 apresentações ao vivo, entre elas uma lendária apresentação no famosos festival de Moutreux, no ano de 1990, que também foi lançada em dvd.
Deixo vocês com um box coletânea lançado com suas cinco apresentações nesse mesmo festival. Entre tantas ótimas canções destaco "Blues Is Alright", "Walking by Myself", "Still Got the Blues", "If You Be My Baby" e "Stormy Monday", postada algumas semanas atrás.


1990


1995


1997


1999


2001

*Discos cortesia do Ser da Noite.

11 janeiro, 2011

The Bluz em São Paulo

Ótima notícia pra quem baixou, ouviu e curtiu o cd da banda The Bluz aqui no blog (como no meu caso). Os caras vão deixar a longínqua Pernambuco para uma pequena turnê de shows aqui no estado de São Paulo, incluindo aí minha cidade Ribeirão Preto. Segue abaixo as datas e locais dos shows:


Dia 18 - Vila Dionísio - Ribeirão Preto
Dia 19 - Vila Dionísio - São José do Rio Preto
Dia 22 - Saint Patric Pub - São Carlos

Eles estão abertos ao fechamento de shows no sudeste ou no sul, aproveitando a viagem.

Contatos:
Blog: http://thebluzband.blogspot.com
Msn: joanatanrichard@hotmail.com
Tel: 081 9620-3178

04 fevereiro, 2010

Shows confirmados em 2010

Boas notícias para os amantes do blues. Temos ótimos shows já confirmados para 2010. Prepare o bolso, pois alguns são um tanto quanto salgados. Mas a maioria deles, históricos!
Comecemos pelo maior e mais caro deles:

B.B. King

BB King voltará ao Brasil em março para shows em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasilia e talvez Porto Alegre, dependendo ainda do fechamento das negociações.

Na passagem do Rei do Blues por aqui em 2006, ele anunciou que aquela seria sua turnê de despedida e que passaria a tocar somente em solo americano. Para nossa sorte, ele mudou de idéia e aos 84 anos saiu em turnê pela Europa e agora para shows por toda América do Sul. Imperdível!

Fontes: Blues'n'Jazz e Jazz e Rock.

Data: 16/03/2010 – terça-feira
Horário: 21h30
Local: Vivo Rio – Rio de Janeiro/RJ
Ingressos:
Setor 1 – R$ 360,00
Setor 2 – R$ 280,00
Setor 3 – R$ 120,00
VIP - R$ 450,00
VIP Premium – R$ 500,00
Frisas - R$ 240,00
Camarote B – R$ 300,00
Camarote A – R$ 450,00



Data: 19 e 20/03/2010 – sexta-feira e sábado
Horário: 21h30
Local: Via Funchal – São Paulo/SP
Ingressos:
De R$ 110,00 (1/2 entrada Platéia 2) a R$ 600,00 (Setor Vip)
Vendas online – www.viafunchal.com.br

Data: 22/03/2010 – segunda-feira
Local: Brasília/DF
Ainda sem venda de ingressos.



Magic Slim

O grande guitarrista de Chicago blues Magic Slim é outro nome em turnê por aqui. Ele tocará em Guaramiranga, no Ceará, no Festival de Jazz & Blues de Guaraminga e no Garanhunhs Jazz Festival, em Pernambuco no dia 15 de fevereiro. Ele fará show também no dia 27 de fevereiro, na Urca, em Poços de Caldas no pré-lnaçamento do 3º Poços de Caldas Jazz & Blues Festival.

Mais informações:

Festival de Jazz & Blues de Guaraminga

Garanhunhs Jazz Festival

Poços de Caldas Jazz & Blues Festival



Johnny Winter

O virtuoso guitarrista texano se apresenta pela primeira vez no Brasil e será o músico com a turnê mais longa em solos brasileiros. Essa é com certeza uma oportnidade única. Eles se apresenta nas seguintes datas e cidades:

14/05/2010 (sexta-feira) Studio 5, Manaus
15/05/2010 (sábado) Centro De Convenções, Brasilia
16/05/2010 (domingo) Teatro Guararapes, Recife
20/05/2010 (quinta-feira) Canecão, Rio de Janeiro
21/05/2010 (sexta-feira) Chevrolet Hall, Belo Horizonte
22/05/2010 (sábado) Via Funchal, São Paulo

As informações acerca dos ingressos só foram disponibilizadas pelo Via Funchal e são as seguintes:
Data: 22/05/2010
Classificação etária: 12 anos
Horário: 22h00
Ingressos:
R$ 250,00 (platéia vip e camarote)
R$ 220,00 (platéia premium)
R$ 180,00 (platéia 1)
R$ 140,00 (platéia 2)
R$ 150,00 (mezanino central)
R$ 130 (mezanino lateral)

14 novembro, 2009

Satisfação

Antes de mais nada, gostaria de me desculpar pelo abandono pela qual o blog tem passado nesses últimos meses. Vários fatos aconteceram em minha vida pessoal que direta e indiretamente me impediram de postar os meus discos favoritos de blues. De maneira resumida, era casado e me separei, meu salário atrasou em 3 meses, então me demiti, mudei de cidade, não deu certo, voltei pra minha cidade natal e agora estou recomeçando. E o blues, mais do que nunca, está comigo!

Vou postar a seguir dois vídeos. No primeiro, Howlin' Wolf explica, na sua definição, o que é o blues. De maneira simplória traduzo como eu entendi:
"Muitas pessoas querem saber o que é o blues, muitas pessoas falam "o blues", "o blues", mas eu vou dizer o que o é blues. Quando você não tem grana, você tem o blues. Quando você não tem grana pra pagar a sua casa, você continua tendo o blues". Assim sendo, eu tenho o blues.




No segundo, Son House explica que o existe um tipo de blues que nasceu do amor entre um homem e uma mulher, e que às vezes o amor vai te deixar triste. E que esse tipo de blues vem do coração, do lado esquerdo do peito.




Caso alguém se sinta incomodado com a tradução ou queira me ajudar a melhorá-la, escreva nos comentários.
Espero me dedicar novamente ao blog daqui pra frente, pois isso me dá muita satisfação. Aos que gostam daqui, meus sinceros agradecimentos.E torçam por mim.

13 agosto, 2009

Morre Les Paul, criador da guitarra elétrica

Les Paul, guitarrista e inventor da guitarra elétrica morreu nesta quarta-feira aos 94 anos. De acordo com a empresa Gibson Guitars, Paul morreu devido às complicações de uma pneumonia no White Plains Hospital. Ele estava acompanhado da família e de amigos. Ele havia sido hospitalizado em fevereiro de 2006 quando descobriu que ganharia dois Grammys por um disco que havia lançado pós aniversário de 90 anos, Les Paul & friends: American made, World played.

Por ter criado a guitarra elétrica de corpo sólido e também o gravador multicanal, uma revolução nos métodos de gravação, Paul contribuiu com o nascimento do rock ‘n’ roll. O gravador permitia que vários instrumentos diferentes fossem gravados na mesma música, além de ajustar o equilíbrio entre as faixas dos canais para finalizar as gravações.


Em 1952 a Gibson Guitar começou a produção da guitarra Les Paul. Ao longo dos anos a série se tornou uma das guitarras mais usadas na indústria musical. Em 2005, a casa de leilões Christie’s vendeu uma Gibson Les Paul de 1955 por US$ 45.600 (mais de R$ 85 mil).

Fonte: Zero Hora.

Não poderia deixar de noticiar essa perda, pois como guitarrista, sou fã do modelo de guitarra Les Paul. Eu inclusive tenho uma Shelter Nashville, que é idêntica às Les Paul. Vários de meus guitarristas favoritos usavam o modelo. Só pra citar alguns: Slash (Guns n' Roses), Duane Allman, (Allman Brothers), Jimmy Page (Led Zeppelin), Mak Knopfler (Dire Straits), Buckethead (Guns n' Roses), Bob Marley e Raul Seixas.
R.i.p., Les Paul.

11 agosto, 2009

Sesc n' Blues 2009


Com a chegada de agosto, fico na expectativa do anúncio das bandas que tocarão no Sesc n' Blues, festival anual realizado pelo Sesc Ribeirão Preto. O evento, que se tornou consagrado por trazer grandes nomes do blues mundial, dessa vez terá somente a participação de bandas brazucas. Nada que tire o brilho do evento, pois a nata do blues nacional estará presente.

A novidade fica por conta do documentário Blues Everyday (belo nome!), que será exibido todas as noites antes dos shows. O documentário, de 26 minutos, mostra o início da cena blues no Brasil, que teve seu ápice no festival internacional realizado em Ribeirão Preto, em 1989, que teve nada menos que Magic Slim, Albert Collins, Junior Wells e Buddy Guy. Agora, vamos à programação:

20/08, quinta, às 21h
Fred Sun Walk & The Dog Brothers, Luciano Leães & Banda e Fernando Noronha

Fred Sun Walk & The Dog Brothers participaram dos principais festivais de blues e jazz do país e abriram shows de grandes nomes como Buddy Guy e Jimmy King. Fred Sun Walk já se apresentou ao lado de The Teardrops, Carey Bell, Phil Guy, Renato Borghetti e Eric Gales. Este novo show trará músicas do 4°cd e participações especiais.
Luciano Leães & Banda. Luciano Leães desenvolveu sua técnica sob várias influências, do rock’n roll aos mais diversos estilos de música negra norte americana e se apresenta ao lado de Alexandre “Papel” Loureiro na bateria, Gabriel Guedes na guitarra e Edu Meirelles no baixo.
Fernando Noronha. Poucos músicos no Brasil empunham uma guitarra com tanta emoção e competência como o guitarrista gaúcho Fernando Noronha. De volta a Ribeirão, fará uma participação especial com Fred Sun Walk. Fernando possui seis discos gravados e seus “bends” e “vibratos” são feitos com a maestria de um “bluesman da antiga”, com paciência e paixão.

21/08, sexta, às 21h
André Christovam, Evandro Demari, Amleto Barboni

André Christovam. O guitarrista se apresenta acompanhado por Mario Fabre na bateria, Fábio Zagamin no baixo e Adriano Grineberg no piano e traz a Ribeirão seus quase trinta anos dedicados ao blues e a experiência de ter dividido o palco com os maiores artistas do blues mundial entre eles, Albert Collins, John Lee Hooker, Etta James, The Fabulous Thunderbirds, B.B. King entre outros.
Evandro Demari. Com 20 anos de carreira, Evandro Demari tem no som de sua guitarra raízes fincadas mais no rock do que no blues, mas suas composições transcendem ambas as linguagens. Evandro se apresenta ao lado de Marcel Zwan no baixo, Maurício Meinert na bateria e Ricardo Siviero no teclado.
Amleto Barboni. Lançando seu cd Amleto Barboni’s Thing, inicia sua jornada com as próprias pernas e caminha a passos largos. Nos shows, Amleto Barboni, guitarra e voz, conta com o consagrado baterista Paulo Zinner como convidado especial, Leandro Hernandes no Baixo, Ivan de Andrade no sax, Didi Machado no trombone e Alê Ribeiro no trompete.

22/08, sábado, às 21h
Blues Etílicos, Igor Prado Band e Blues The Ville

Blues Etílicos. Depois de duas décadas de amadurecimento musical, o lançamento do cd Viva Muddy Watters, mais do que um tributo, celebra a experiência deste quinteto formado por Greg Wilson na voz e guitarra, Flávio Guimarães na voz e harmônica, Otávio Rocha na guitarra slide, Cláudio Bedran no baixo e Pedro Strasser na bateria, como uma das bandas precursoras da cena blues no Brasil.
Igor Prado Band. Apresentando faixas de seu primeiro disco solo intitulado “Upside Down”, trabalho que contou com participações de RJ Mischo, Steve Guyger, Ron Dziubla, Greg Wilson e JJ Jackson, o guitarrista Igor Prado é acompanhado por Denílson Martins no saxofone, Rodrigo Mantovani no baixo acústico e elétrico e Yuri Prado na bateria.
Blues The Ville. O quarteto composto pelo gaitista e vocalista David Tanganelli, o guitarrista Netto Rockfeller, o baixista Coxa, e o baterista Danilo Hansen, já dividiu o palco com grandes nomes do blues como Flávio Guimarães, André Christovam, J.J. Jackson, Deacon Jones, Danny Vincent, Holland K. Smith, entre outros e apresenta o seu cd de estréia “Da Vila para o Blues”.

Teatro de Arena.
R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
2000 lugares. Não recomendados para menores de 16 anos.

Se tiver oportunidade, não perca. O festival é incrível. Eu certamente estarei lá! Acompanhe o que rolou nos anos anteriores:

Sesc n' Blues 2008

Sesc n' Blues 2007

Sesc n' Blues 2006

26 junho, 2009

Michael Jackson - 1958 / 2009

Michael Jackson morreu ontem, dia 25 de junho de 2009, aos 50 anos de idade. Por que eu estou falando sobre isso em um blog dedicado ao blues? Simples. Me desculpem sair do tema, mas eu sou um fã de Michael.

Não me importa quem ele era fora dos palcos, ou o que fazia em sua casa. Eu sou fã de suas músicas. E nesse quesito, todos devem concordar, ele foi gênio. Até hoje não surgiu, e acredito que não surgirá, alguém como ele, que cantava e dançava, sem parecer ridículo ou vulgar. Ele era incrível cantando e mais incrível ainda dançando. Atire a primeira pedra que nunca tentou fazer um "moonwalker" alguma vez na vida?

Sou fã principalmente da música que ele fazia enquanto era negro. E apesar de hoje em dia escutar muito pouco, sempre que algum clipe de sua fase áurea passa na tv, eu paro para assistir. E mesmo sabendo que ele muito provavelmente não iria criar mais nada de novo para a música, fiquei triste com sua morte.

Deixarei aqui, em tributo, seu álbum "Thriller", que foi "somente" o álbum mais vendido de todos tempos.



Tracklist:

1. Wanna Be Startin' Somethin'
2. Baby Be Mine
3. The Girl Is Mine
4. Thriller
5. Beat It
6. Billie Jean
7. Human Nature
8. P.Y.T. (Pretty Young Thing)
9. The Lady In My Life


*Disco do blog Kju13.


E agora, voltamos com nossa programação normal.

15 maio, 2009

Ilustrações - Leviathan

Dando uma navegada pela net, através de alguns blogs, encontrei algumas ilustrações que me chamaram a atenção. Depois de algum tempo de pesquisa cheguei ao site do espanhol Manel García, vulgo Leviathan. Ele é um ilustrador com ótimos trabalhos, entre eles para o Crossroads Festival, um dos mais famosos festivais de blues do mundo.

Separei alguns trabalhos sobre blues, mas no seu site você pode ver muitos outros trabalhos. O cara é fera!

Site Leviathan







05 maio, 2009

Cadillac Records

Crônica do nascimento de uma das mais importantes gravadoras de black music americana, a Chess Records (aqui chamada de Cadillac), nos agitados anos de 1950 em Chicago. A história mostra os mais badalados nomes do gênero, como Little Walter, Willie Dixon, Howlin' Wolf, Etta James e Muddy Waters. No primeiro trailer do filme, uma cena mostra o encontro de jovens músicos brancos que se dizem fãs da estrela negra Muddy Waters. "Senhor Waters. Somos grandes fãs. Demos o nome de nossa banda por causa de uma de suas canções", diz um dos rapazes. Muddy Waters olha e responde: "Sim?" "Rolling Stone", explica um ainda jovem Keith Richards.

Fonte: e-Pipoca


O filme foi lançado no fim de 2008 lá nos EUA. Procurei mas não encontrei nenhuma referência sobre a data de lançamento no Brasil.
Eu já havia comentado anteriormente sobre o fato de Beyoncé fazer o papel de Etta James, e as diferenças físicas entre elas. Mas vendo o trailer e os cartazes do filme, devo dizer que ficou muito parecida (mas ainda acho a Beyoncé mais bonita). Outro fato que me chamou a atenção foi Mos Def no papel de Chucky Berry, pois ele e a Beyoncé são cantores de rap. Além deles o filme ainda conta com Adrien Brody (O Pianista) no papel de Leonard Chess. Fico na expectativa, pois me parece ser um ótimo filme.

Site oficial: Cadillac Records

Elenco:
Adrien Brody como Leonard Chess
Beyoncé Knowles como Etta James
Jeffrey Wright como Muddy Waters
Mos Def como Chuck Berry
Cedric the Entertainer como Willie Dixon
Columbus Short como Little Walter
Eamonn Walker como Howlin' Wolf
Emmanuelle Chriqui como Revetta Chess
Gabrielle Union como Geneva Wade
Shiloh Fernandez como Phil Chess
Jay O. Sanders como Mr. Feder

Trailer

05 março, 2009

Buddy Guy no Brasil

O grande Buddy Guy passará pelo Brasil com a turnê do seu novo disco "Skin Deep". Os shows acontecerão em São Paulo, nos dias 26 e 27 de março no HSBC Brasil, dia 28 de março no HSBC Arena, no Rio de Janeiro, fechando a passagem pelas terras brazucas em Porto Alegre, dia 29 de março no Teatro do Bourbon Country.

Buddy Guy é uma das poucas lendas vivas do blues de Chicago. Já ganhou 5 prêmios Grammy e foi influência declarada de muitas outras lendas da guitarra como Jimi Hendrix, Stevie Ray Vaughan e Eric Clapton. O próprio Clapton disse certa vez que "Buddy é o maior guitarrista de blues ainda vivo", frase que eu assino embaixo.

Como moro no interior de São Paulo, ficarei somente me lamentando, mas se você puder ir a um dos shows de Buddy Guy com certeza não se arrependerá. Apesar dos preços salgados, entre R$ 120,00 e R$ 320,00, ainda assim vale muito a pena. Eu certamente pagaria!


Maiores informações, acesse:

HSBC Brasil - São Paulo

HSBC Arena - Rio de Janeiro

Teatro do Bourbon Country - Porto Alegre


*Para saber mais sobre Buddy, clique aqui ou dê uma vasculhada no blog.

19 dezembro, 2008

Feliz 2009

Mais um ano chega ao fim. Mas não espere ler por aqui aquele velho discurso clichê, sobre esperança, paz, união e solidariedade. Não sou bom com discursos. E aqui também não é lugar pra isso. Quem aparece por aqui é porque está à procura de blues. E enquanto eu tiver disposição, sempre haverá blues no Blues Everyday.

Como todo fim de ano é época de promessas, gostaria de poder dedicar mais tempo ao blog. Não, não é promessa. Mas espero atualizar com mais freqüência em 2009.

Gostaria de desejar boas festas à todos os leitores e aos blogs parceiros que tem colaborado comigo na manutenção do Blues Everyday. E lembrem-se: gostou, comente. Se não gostou, comente também. Esse é o termômetro para saber se meu trabalho está no caminho certo.

Até o ano que vem, muito blues pra vocês e fiquem com esses discos pra ouvir no Natal.



Password: bluestown




Password: bluestown



*Mais uma contribuição do Nagiants, do Blues Town, o maior acervo de blues da internet.

29 agosto, 2008

Sesc n' Blues 2008


Aconteceu em Ribeirão Preto-SP, nos dias 21, 22 e 23 de agosto o festival Sesc n' Blues. O evento, que já se tornou tradição na cidade, é esperado e muito concorrido pois sempre traz grandes nomes do blues nacional e internacional. E como acontece em todas as oportunidades que tive de assistir, sempre me surpreendo com a qualidade das bandas nacionais presentes.

Na primeira noite, tive a primeira boa supresa: Théo Werneck Blues Trio. Sim, esse é o mesmo Théo Werneck, DJ do programa "H", que tocava a trilha para as reboladas da Feiticeira (hmm...). Nos dias de hoje ele toca blues rural com muita competência, utilizando instrumentos como lap steel guitar e violões National. No repertório do trio, nada menos que Robert Johnson, Kokomo Arnold, Skip James, Leadbelly, entre outros. Som de primeira! Espero ainda escrever mais a respeito deles aqui no blog. A banda é formada por Théo Werneck na voz, violão National, slide, lap steel, bandolim e diddleybow, Paulo Tonella no violão National, slide, violão acústico, backing vocals e B. G. da Gaita na gaita diatônica, gaita cromática e backing vocals.
A segunda atração da primeira noite foi o violonista americano Woddy Mann, que foi acompanhado pelo violeiro Ricardo Vignini. Woody, que teve suas primeiras aulas com Rev. Gary Davis, mostrou muita destreza tocando violão, um National. Ele mistura suas raízes de blues com um pouco de jazz, criando uma sonoridade bem interessante. O ponto negativo da noite foi a tentativa de Vignini de misturar viola ao blues. Na minha opinião, uma tentiva frustrada. Nada contra o instrumento, pois gosto muito de viola. Mas no blues, não funcionou.

A segunda noite foi aberta por Nasi, ex-Ira, que foi acompanhado por Junior Moreno (da Blue Jeans), e de Igor Prado e Rodrigo Mantovani (da Prado Blues Band). E eles me proporcionaram a segunda surpresa positiva do Sesc n' Blues 2008. A banda se mostrou entrosadíssima e com uma pegada muito forte. Mantovani destrói na bateria, Igor Prado mandou excelentes solos de guitarra e Nasi se saiu muito bem cantado seus blues. Eu tenho um problema de não conseguir ouvir blues cantado em português, mas as canções do Wolverine Valadão me agradaram muito.
Em seguida subiu ao palco Lurrie Bell & Chicago Blues Band. Para muitos esse sobrenome soa familiar. Tudo por causa de seu pai, o lendário gaitista de Chicago Carey Bell. E Lurrie mostrou que herdou de seu pai a essência do blues de Chicago. Ele toca guitarra de maneira simples, sem grandes firulas, mas transmite em seus solos o feeling verdadeiro do blues. Ele se mostrou também muito simpático, e tocava sempre com um sorriso estampado no rosto. Uma curiosidade foi que ele conseguiu arrebentar 4 cordas no intervalo de 5 músicas. Detalhe: ele toca com o dedão.

A terceira e última noite teve o gaitista Jefferson Gonçalves & Banda, que já é consagrado no cenário nacional do blues. Jefferson é realmente um virtuoso na gaita. Ele consegue fazer com muita naturalidade a mescla de blues com ritmos nordestinos, sempre esbanjando técnica. Em certos momentos do show ele fez com que sua gaita tocasse como um acordeon. No show ele tocou músicas de seu mais recente trabalho "Ar Puro". Foi uma excelente apresentação.
Por fim, quem fechou o Sesc n' Blues 2008 foi o também gaitista Mark Hummel, que teve a companhia da banda da Igor Prado Band. Mark tocou um blues muito animado e colocou a platéia presente para se mexer com composições próprias e alguns clássicos. Seu som faz uma mescla de blues com funk e soul. No show ele usou óculos escuros e uma boina bem estilosa.



Veja abaixo algumas fotos do evento. Todas as fotos fora gentilmente cedidas por meu amigo, o fotógrafo Fanca Cortez.

*Contribuiu com o texto Fernando Novaes (Big Zoo Novaes).

Clique nas imagens para ampliar.







14 julho, 2008

13 de Julho - Dia Mundial do Rock

Ontem, dia 13 de julho, foi comemorado o Dia Mundial do Rock. Sem mais delongas, seguem algumas listas de melhores do rock. O fato de postá-las não quer dizer que eu concorde com as mesmas. E como toda lista gera polêmica e discussão, fiquem à vontade para comentar.

Só pra terminar, como disse o grande Muddy Waters: "The blues had a baby and they named it rock and roll".

Leia também o que foi publicado ano passado, aqui no blog: Dia Mundial do Rock.


Top 10 Greatest Guitar Solos






50 Greatest Rock Songs Ever





Rolling Stone Magazine's Top 10 Albums of All Time


17 junho, 2008

Morre Bo Diddley, um dos pioneiros do rock

O pioneiro do rock 'n' roll Bo Diddley, que influenciou roqueiros de Buddy Holly ao U2, morreu na segunda-feira, 2 de junho, aos 79 anos.
Diddley morreu de falência cardíaca em sua casa em Archer, Flórida, disse em comunicado à imprensa a agência que o empresariava, a Talent Consultants International.
"Um dos pais fundadores do rock'n'roll deixou o edifício que ajudou a construir", disse o comunicado.
Bo Diddley sofreu um acidente vascular cerebral durante um show no Iowa em maio do ano passado e foi hospitalizado em Omaha, Nebraska. Em agosto do ano passado, sofreu um ataque cardíaco na Flórida.
Em uma carreira que cobriu mais de cinco décadas, ele compôs um conjunto substancial de clássicos do rock, incluindo "Who Do You Love", "Bo Diddley", "Bo Diddley's a Gunslinger", "Before You Accuse Me", "Mona", "I'm a Man" e "Pretty Thing".
Ele os tocava em uma guitarra retangular que era sua marca registrada, em muitos casos ao ritmo de sua "batida Bo Diddley", semelhante à da rumba, que conferiu uma base rítmica poderosa ao rock'n'roll.
Ao lado de contemporâneos como Chuck Berry e Little Richard, Bo Diddley fez parte de um grupo pioneiro de artistas negros que atravessaram a divisão racial americana para criar música que agradava ao público branco e era imitada por artistas brancos.
Embora Diddley tenha gravado relativamente poucos sucessos que lideraram as paradas, sua participação fundamental nos anos de formação do rock foi reconhecido quando ele foi incluído no Hall da Fama do Rock and Roll, em 1987, e com o Grammy que recebeu em 1998 pelo conjunto de sua obra.
Em entrevista que deu ao The Sydney Morning Herald em março de 2007, Diddley insistiu que era o verdadeiro pai do rock, dizendo: "Little Richard veio dois ou três anos mais tarde, ao lado de Elvis Presley. Em outras palavras, eu fui o primeiro."

Nos últimos anos, Bo Diddley continuava a fazer turnês e gravar discos porque, entre outras razões, dizia que precisava do dinheiro.
Para conhecer a história de Bo Diddley, clique no link abaixo:



Abaixo alguns vídeos da lenda:

Bo Diddley - Bo Diddley

Uma de suas primeiras aparições na tv, antes mesmo de adotar a guitarra retangular. Note que o som de sua guitarra soa estranho até nos dias de hoje.


Put the Rock in the Rock n Roll

Nesse vídeo ele toca com uma banda enorme, com metais e gaita. John Mayall está em um dos teclados.


A última entrevista

Aqui Diddley explica um pouco sobre o tremolo que usava na guitarra. Essa foi sua última entrevista registrada em vídeo.

16 junho, 2008

Desculpas

Gostaria de pedir desculpas a todos que acessam o blog periodicamente e que há tempos não encontram nenhuma atualização. Por conta de alguns problemas, entre eles a troca de emprego, não tenho conseguido dedicar tempo ao blog.

Não, o blog não vai acabar. Sinto muito prazer em pesquisar discos e histórias sobre o blues e esse é um hobby que, acredito eu, não terminará tão cedo.

Peço um pouco de paciência a todos que gostam do blog, pois as coisas estão se resolvendo e logo teremos atualizações periódicas novamente.

Abraço!

Little Thin Jones.

25 março, 2008

UPDATE: Atlantic Blues

Foi adicionado mais um disco à postagem sobre a coleção Atlantic Blues. O disco é Atlantic Blues: Piano.
Agradeço ao Wilson Campos pela dica.

Atlantic Blues.
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20 março, 2008

Youtube em alta qualidade

Esse post não tem nada a ver com blues, mas pode ser muito útil para assistir a vídeos de blues com melhor qualidade.

Basta que você acrescente um pequeno texto no final do endereço do vídeo do Youtube para melhorar consideravelmente a qualidades dele.

Ficaria assim:

Link normal:
http://www.youtube.com/watch?v=LPWKag7wgF8

Link com melhor qualidade:
http://www.youtube.com/watch?v=LPWKag7wgF8&fmt=18

O código é esse:

&fmt=18

Só lembrando que talvez não funcione com os vídeos mais antigos do Youtube.


Vi essa utilidade no Inutilidades.

27 fevereiro, 2008

John Mayall em São Paulo

John Mayall & The Bluesbreakers apresentam CD em SP


O britânico John Mayall, considerado por muitos o "avô do blues britânico", se apresenta em São Paulo com sua banda, os Bluesbreakers, no mês de maio.

No início dos anos 60, John Mayall & The Bluesbreakers foram uma referência daquele gênero musical no Reino Unido. Nele, Eric Clapton conseguiu se desenvolver e fazer suas primeiras grandes gravações como guitarrista de blues.

Também passaram pela banda John McVie (baixo), Mick Fleetwood (bateria) e Peter Green (guitarra). Ao deixarem o grupo, formaram a banda de pop rock Fleetwood Mac.

Mayall lançou inúmeros discos e tocou até na União Soviética nos anos 80. Ele já esteve no Brasil algumas vezes e seu álbum mais recente, "In The Palace Of The King", lançado em 2007, homenageia Freddie King.

John Mayall & The Bluesbreakers
Quando: 17 de maio, às 21h30
Onde: Via Funchal (r. Funchal, 65, Vila Olímpia, tel. 11/3188-4148)
Quanto: de R$ 60 a R$ 220
Site do Via Funchal

Fonte: Folha Online.



Showzaço pra quem mora em Sampa. E os preços não estão nenhum absurdo, se comparados aos do B.B. King (de R$ 95,00 a R$ 480,00). E o cara ainda manda muito bem.
Confira no vídeo abaixo um pouco do que se pode esperar do show. O solo de Buddy Whittington na sua Telecaster vermelha é profundo.


John Mayall & The Bluesbreakers - Help Me Through the Day




*Dica do Big Zoo Novaes.